quarta-feira, 3 de junho de 2009

Filhos Manhosos


“Pai, quero que o senhor me dê agora a minha parte da herança.” Lc 15.12

“Eu quero de volta o que é meu...”. Atualmente, as orações e canções têm se igualado com a oração do filho pródigo um verdadeiro filho manhoso, porque esses usam o Pai como um mecanismo para conseguir bênçãos, eles só sabem mandar no Pai e, além do mais, os filhos manhosos não conhecem o Pai.

“Pai, quero que o senhor me dê agora a minha parte da herança”. Isso não nos parece familiar? Pois hoje temos: “Eu quero de volta o que é meu...” Fazem de Deu Pai um mecanismo para conseguirem bênçãos. Pois, essas são as orações e canções dos filhos manhosos que buscam incansavelmente a herança ou a prosperidade. É a expressão de uma busca egoísta por um deus que alimenta os caprichos do homem contemporâneo que vive em uma sociedade cada vez mais individualista, pragmática, consumista e capitalista. E assim usam Deus como um meio de conseguir os privilégios e benefícios. Esses filhos manhosos acham que o Deus Pai é manhoso também, pois usam de musicas manhosas e melosas, achando que podem barganhar com Deus Pai, como os deuses pagãos. Enfim, os filhos manhosos estão reduzindo o evangelho a técnicas ou mecanismo de como conseguir bênçãos de Deus Pai. Isso é paganismo puro!

“Pai, quero que o senhor me dê agora a minha parte da herança”. Mandar! É a oração que os filhos manhosos mais sabem fazer. As musicas são iguais: Restitui! Eu quero de volta o que é meu; Sara-me! E põe teu azeite em minha dor; Restitui! e leva-me ás águas tranqüilas; Lava-me! E refrigera a minh’alma. Na verdade isso são ordens ao Deus Pai. Os filhos manhosos querem um servo e não um Pai. Isso é um fato na sociedade pós-moderna onde os filhos mandam nos pais. Essas são as atitudes da busca egoísta por Deus, pois os filhos manhosos não querem saber do Deus Pai, mas no que Ele tem para dar: herança, prosperidade, poder etc. Isso não é cristianismo, mas paganismo puro!

“Pai, quero que o senhor me dê agora a minha parte da herança”. Os filhos manhosos não conhecem o Pai que tem. Eles O confundem com qualquer pai que aceita barganha de seus filhos ou que Ele seja um servo que só serve para ser mandado. Para os filhos manhosos só tem um destino: cuidar de porcos.

Portanto, os filhos manhosos têm que deixar essas orações e musicas manhosas para aprender com provérbios 30.7-9: “Eu te peço, ó Deus, que me dês duas coisas antes de eu morrer: não me deixes mentir e não me deixes ficar nem rico e nem pobre. Dá-me somente o alimento que preciso para viver. Porque, se eu tiver mais do que o necessário, poderei dizer que não preciso de ti. E, se eu ficar pobre, poderei roubar e assim envergonharei o teu nome, ó meu Deus” E para serem filhos autênticos, como o Primogênito o Senhor Jesus Cristo que se entregou por todos. Ele nos ensina a orar assim: “Dá-nos hoje o alimento que precisamos”. Isso sim é Cristianismo!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Pela vida de um amigo


Pela vida de um amigo, um drama que me levou a refletir sobre meus amigos, pois até que ponto, eu sou comprometido com a vida deles?
Esse filme conta a historia de três jovens americanos que desfrutam de suas férias nas praias da Malásia com mulheres, rum e muita maconha barata. Com o fim das férias, dois voltam para Nova York, mas um decide ficar e ir para Bornéu para ajudar a salvar os orangotangos da extinção. Entretanto no mesmo dia em que eles se separaram o que ficou, acabou sendo preso, pois os outros dois deixaram com ele 140 gramas de haxixe e, segundo as leis locais, a partir de 100 gramas o portador é considerado traficante e a pena é a morte por enforcamento.
Dois anos depois, em Nova York, os dois que voltaram estavam com suas vidas praticamente, estabilizadas, um era motorista de limosines de aluguel e o outro arquiteto que esta noivo e cheio de planos para o futuro. É nesse contexto que ambos são surpreendidos com a advogada do amigo preso na Malásia, que apresenta a eles um acordo verbal que diz que se um deles voltar para cumprir a pena terá de ficar seis anos preso, se os dois voltarem três anos de prisão para cada um e se nenhum voltar, o amigo deles que sonhava em ajudar a salvar os orangotangos da extinção, será extinto, através do enforcamento.

Portanto esse filme muito me surpreendeu, levando-me a pensar se eu voltaria pela vida de algum dos meus amigos? Pois nós homens pós-modernos temos uma grande resistência a tudo aquilo que possa nos trazer desconforto. Logo abortamos ou descartamos as pessoas com muita facilidade, é só elas pensarem diferente de nós que as jogamos pela janela. E por isso, é que eu penso se eu realmente voltaria, pois faço parte de uma sociedade cada vez mais individualista e reproduzir isso é a coisa mais fácil de acontecer com qualquer pessoa. Portanto, é só vivendo uma experiência, e com atitudes para poder dizer o que eu faria pela vida de um amigo.
Tenho para mim que ter amigo é fácil, porém ser amigo é um desafio.

“Pela vida de um amigo” um grande filme que vale a pena conferir!


terça-feira, 5 de maio de 2009

Dialogo sobre Deus.


Certa vez um rapaz Cristão foi ate um salão cortar seu cabelo. Papo vem... papo vai.. O cabeleireiro revelou ao rapaz que não acreditava em Deus, pois no mundo havia muita gente sofrendo, e acrescentou ainda:
- Se Deus realmente existe ele é um ser individualista, mal e não pode fazer nada pelos homens! Por isso eu não acredito que Deus exista!

Pensativo com o que tinha ouvido do cabeleireiro, o rapaz orou em pensamento pedindo a Deus que o ajudasse a dar uma resposta à altura do pensamento daquele ateu.
Pois bem, terminado o corte do cabelo o rapaz ia saindo do salão, quando viu um mendigo passando pela rua, com a barba enorme e com os cabelos parecendo que nunca viu uma tesoura na vida. Rapidamente, voltou se para o cabeleireiro e disse:
Não acredito que cabeleireiro exista! Replicou o cabeleireiro:
- Mas, porque você não acredita que cabeleireiros existam? Eu acabei de cortar o seu cabelo?- Olha só aquele mendigo que vai passando por ali, nunca cortou o seu cabelo! Respondeu o rapaz!
Indignado o cabeleireiro disse em um tom de voz alterado:
- Ele está assim porque quer, pois se ele tivesse me pedido eu teria cortado o cabelo dele, e não estaria assim deste jeito!

Calmo e tranqüilo o jovem cristão respondeu:

É exatamente isso que acontece com muitas pessoas no mundo. Elas sofrem, porque não procuram a Deus. Preferem viver do jeito que estão, do que procurar em Deus o auxilio para os seus problemas! Certa ao avistar Jerusalém, Jesus chorou com pena dela e disse: “Ah! Jerusalém! Se você pudesse reconhecer aquele que pode te trazer a paz! Mas, infelizmente, os teus olhos estão tapados” (Lc 19.41-42).
Jesus lamentou a cegueira espiritual de Jerusalém e segue chorando hoje por tantos que ainda estão em trevas, ignorando e desprezando sua única esperança que é o Salvador. “Eles têm olhos para ver, mas não vêem, e ouvidos para ouvir, mas não ouvem, pois são uma nação rebelde” (Ez 12:1-2).

Em outra ocasião, Jesus já havia feito um lamento semelhante: “Jerusalém, Jerusalém! Que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes, eu quis reunir os teus filhos como a galinha ajunta os seus pintinhos do seu próprio ninho debaixo das asas, e vós não o quisestes” (Lc 13.34)!
Repare que Jesus quer acolher a todos como filhos, mas não contra a vontade deles, pois Deus respeita a vontade dos homens; Afinal, foi Ele mesmo quem lhes concedeu poder de decisão.

Autor: desconhecido

sábado, 25 de abril de 2009

Aumeta a nossa fé


“Aumenta a nossa fé!” (Lc 17.6)

Foi essa a oração dos discípulos, após Jesus ter feito um pequeno discurso que comprometeu todos os seus verdadeiros seguidores. Isso muito me provoca, pois atualmente somos condicionados a aumentar a nossa fé como se fosse um mecanismo, onde Deus se torna um servo, buscamos a Ele de forma egoísta exigindo o que achamos ter direito, isso tudo alimenta um sistema de vida religiosa selvagem, onde pessoas buscam a salvação, restauração, riquezas e descarta o Salvador e Autor da vida. Somos desafiados a aumentar nossa fé para muitas coisas como: Construção de templos com ar condicionado, em dar dízimos e ofertas, em conquistar, triunfar e outras coisas terrenas, porém nada se fala em ter fé para não fazer o povo tropeçar ou muito menos em perdoar um irmão ilimitadamente. E diante disso os discípulos pediram:

“Aumenta a nossa fé!”

Temos muitos desafios, pois vivemos em uma sociedade hedonista, e a coisa mais fácil de acontecer é sermos um tropeço na vida do povo, pois o egoísmo faz parte da natureza humana, é o que leva as pessoas a terem uma fé desequilibrada, sendo rivais umas das outras. E nesse contexto o perdão se torna uma utopia, onde pedir perdão é sinônimo de fraqueza, pois é muito difícil para todos tal pratica. Portanto, ao invés de pedir fé para grandes realizações, por que então, não pedir fé para não fazer o povo tropeçar e para perdoar um irmão ilimitadamente?

“Aumenta a nossa fé!”

Para isso Jesus nos diz que não precisamos ter uma grande fé, como muitos dizem que é necessário ter para alcançar o pacote de bens, riquezas e tudo mais, porém basta à fé ser do tamanho de uma semente de mostarda, que através da ilustração podemos fazer algo que aos olhos humanos é impossível, como dar ordem a uma amoreira para que se plante no mar. Contudo não ser um tropeço para o povo e perdoar o nosso irmão ilimitadamente, é ter fé para cumprir o nosso dever. Pois como discípulos de Jesus, nós devemos fazer tudo o que Ele nos tem ordenado e em seguida dizer: “Somos servos inúteis, apenas cumprimos o nosso dever”.

Senhor aumenta a minha fé para cumprir o meu dever como seu discípulo.

Pedro Pimenta

sábado, 7 de março de 2009

Senhor me livra do meu próprio eu!


O eu que quer reinar;

O eu que impedi o Seu Reinar;

O eu que me suja todos os dias;

O eu que me ludibria;

O eu que não sabe amar;

O eu que não sabe o que é bondade e nem misericórdia;

O eu que quer ser o dono da verdade;

O eu que não quer se unir com o próximo;

O eu que não que ter comunhão com Espírito Santo;

O eu que busca o conveniente e não a Verdade;

O eu que tem desejos tolos de receber elogios;

O eu que desconhece o que é humildade;

O eu que procura somente os seus próprios interesses;

O eu que não quer ter as mesma atitude de Cristo Jesus,

que embora sendo Deus,
não considerou
que o ser igual a Deus
era algo que devia apegar-se;
mas esvaziou-se a si mesmo,
vindo a ser servo,
tornando-se semelhante
aos homens.
E, sendo encontrado
em forma humana,
humilhou-se a se mesmo
e foi obediente até a morte,
e morte de cruz! (Filipenses 2.5-8)


Pois através da cruz o Senhor levou a culpa de alguém como eu; lavou o sujo do meu próprio eu; Tudo para levar-me para Deus.



Pedro A Pimenta

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Um empecilho: Não toques no ungido do Senhor.


Provavelmente essa seja a maior causa da grande hipocrisia e o maior empecilho de pregação do evangelho que exista: a imunidade espiritual. “Ministros” cristãos se utilizam de versículos isolados para criar uma imunidade parlamentar espiritual, que está acima de qualquer dúvida ou questionamento. Eles têm o direito de falar qualquer coisa mesmo em dissonância com a Bíblia, e tudo que falam se torna verdade absoluta, com a maldição eterna sobre a vida daquele que ousa questionar.

Em 2 Co 1:21;22 é-nos dito que fomos confirmados e ungidos por Deus, não alguns mas todos. O mais impressionante é que o versículo-base para esse jargão é usado totalmente fora de contexto. Em I Cr 16:22 “Não toqueis nos meus ungidos, nem maltrateis os meus profetas”, Davi estava falando dos que estavam em perseguição indo para Canaã, ou seja, o versículo é usado descaradamente para fins próprios.

Respeito através do medo sempre foi o meio mais fácil de dominação que existiu. É fácil colocar medo no coração das pessoas para que nada falem contra “autoridades” espirituais do que considerar cada um superior a si mesmo.

A acepção de pessoas se torna realidade pelo fato de ter-se criado uma hierarquia na igreja, que é puro desejo de poder. Quem chegará ao topo da hierarquia mais rápido? Quem será por todos respeitado e ouvido? Os hipócritas autoritários do alto escalão que não serão!

Tem-se início a política quase parlamentar que nem como democracia ou teocracia funciona. O sistema que se destaca na igreja atual é a monarquia, não de Cristo, mas de homens sedentos por poder.

Em meio a tudo isso há ainda alguns que não se importam com os títulos e que estão “sempre preparados para responder com mansidão e temor a todo aquele que pedir a razão da esperança que há em vós;” (I Pe 3:15). Aqueles que se escondem sob um título ou sob uma unção, não respondem sobre a esperança porque simplesmente não pregam sobre ela, por muitas vezes nem sabem que esperança é essa, pregam tanto sobre recompensas terrenas que se esquecem que a nossa recompensa está além-vida.

Empecilho para o evangelho porque os que usam desse “privilégio” se tornam detentores absolutos da verdade e o jugo e fardo de Cristo se torna contrários ao que Jesus disse. Tornam-se pesados e difíceis de carregar.

Deus livra-me desses pastores desequilibrados!
Autor: Texto tirado da internet

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Babelismo, uma doença incurável


A atração pelas coisas grandes é uma doença da humanidade e parece incurável. Começou a mais de 2 mil anos antes de Cristo, quando a sociedade de então se reuniu e decidiu: "Vamos construir uma cidade, com uma torre que alcance os céus. Assim nosso nome será famoso e não seremos espalhados pela face da terra" (Gn 11.4). Porém, a famosa Torre de Babel, a primeira torre a ser construída, não foi terminada. Qualquer projeto ambicioso no tamanho (feito para ser “o maior do mundo”) e na intenção (feito para ter nome famoso) poderia chamar-se “babelismo”.

O babelismo moderno está construindo o “Oasis of the Seas”, o maior transatlântico do mundo, que terá dezesseis andares e poderá hospedar 5.400 turistas, e a “Freedom Tower”, a mais alta torre habitada do mundo. Essa torre terá 541 metros e está sendo construída no mesmo lugar onde estavam as Torres Gêmeas do World Trade Center em Nova York, derrubadas por terroristas em 2001.

Os crentes precisam tomar cuidado com as megaigrejas. Elas podem ser portas abertas para o babelismo em sua versão religiosa.


Fonte: Revista Ultimato Jan/Fev 2009